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A Teoria do Gato

Janeiro 7, 2009

Fala galeera!
Hoje o post vai ser sobre a Teoria do Gato. É. Muitos devem conhecê-la, pois, pelo que me recordo, foi o Mysthery quem a escreveu, e outros muitos devem tê-la lido aqui no blog mesmo…eu havia postado esta Teoria tempo atrás, mas agora resolvi reformulá-la, já que aquela parecia meio sem sal, do mesmo modo que meu apelido antigo também estava. E por isto mudei meu nick e agora mudo o post. Simples.

Então galera, nesta teoria, o Mysthery (ou seja lá quem foi o autor, pois eu a conheci num comentário do próprio Mysthery, então, considero-o o autor) compara as atitudes de um gato com as atitudes humanas. Abaixo, como o próprio Mysthery fez, descrevo algumas situações e então as comparo com algo que seja útil para nós, homens (ou para as mulheres que também frequentam o banheiro masculino o blog).

Imagine um gato. Um gato branco e peludo e muito chato querido. Um gato preto também serve. Enfim, a cor do gato fica a tua escolha. Imagine-o, somente. Bom, do mesmo modo que nós, homens, gostamos de futebol, mulher e cerveja, os gatos gostam de rolos de linha. Aqueles usados pra fazer tricô, certo? Que seja. Agora, imaginem este gato nas situações que descrevo abaixo:

#1
Situação: Tu deixa o rolo de linha no chão. Livre, leve e solto para o gato brincar a vontade.

Consequência: O gato brinca a vontade. Deita e rola e joga e pula e faz de tudo com o rolo de linha por um curto espaço de tempo. Então se cansa e vai fazer qualquer outra coisa que os gatos fazem normalmente, rasgar cortinas por exemplo. Mais tarde, talvez, ele volte e deite e role e brinque e pule e jogue com o rolo de linha por outro curto espaço de tempo novamente, se canse e volte a rasgar outra cortina.

Comparação: Comparo esta situação com aqueles caras grudentos, os tais dos chicletes. Passam o dia aos pés da mulher e são dominados por ela. São os apaixonadinhos. E elas usam e abusam do poder que têm sobre ele. Até que se cansam desse cara chato e procuram outro macho…e mesmo assim, muitas vezes, os chicletes continuam correndo atrás, chorando e pedindo perdão e pedindo pra voltar e mandando flores e se declarando. Ingênuos, estes chicletes. Então, em resumo: elas se mostram interessadas pra estes caras que ficam o dia todo correndo atrás delas, mais: gostam disso, pois sabem que o cara é capaz de levar um tiro por elas, são subordinados, semi-escravos, estão lá quando elas quiserem e precisarem…até que se cansam, e deixam ele, que fica desolado, entra em depressão, procura pais-de-santo, faz macumbas e tudo mais: soluções sobrenaturais pra trazer o amor de volta.

#2
Situação: Tu segura o rolo na mão, mas mesmo assim não impõe limite ao gato. Apesar de o rolo estar na tua mão, ele pode brincar a vontade.

Consequência: O gato vai, novamente, brincar e pular a vontade com o rolo, mesmo este estando na tua mão. Quer dizer: tu limitou a brincadeira do gato ao segurar o “prêmio” na tua mão, porém não o limitou o suficiente, já que ele pode brincar o quanto quiser…e ele vai fazer isso até que se canse.

Comparação: Comparo esta com aqueles caras que, apesar de não estarem sempre na cola de suas mulheres, estão sempre a disposição das mesmas. Elas sabem onde estão, com quem estão e o que estão fazendo. E, mesmo que não estando sempre junto, é comandado pela mulher. Fraco. Ela chama por ele, ele vem. Ela pede pra ele não ir ao futebol e ele não vai. Ela não o deixa ir ao bar, ele não vai. Ela manda ele sentar e ele senta…vive em função da mulher, este cara. A mulher fica no comando. Até que se cansa.

#3
Situação: Você limita o gato. Mostra a ele o rolo de lã, deixa que ele sinta a vontade de pegar e brincar com isto, e o esconde. Espera um tempo, e repete. E pode fazer isso o dia todo, pois o gato vai ficar ali, esperando pra que tu solte o rolo no chão, que tu libere a brincadeira a ele.

Consequência: Tu se bota no comando. E o gato obedece. Tu provoca o gato, deixa ele com uma vontade imensa de brincar com o rolo e assim ele te obedece. Até que você canse.

Comparação: Comparo com a maioria dos alfas. Secretos, misteriosos, ocupados e surpreendentes. Nem sempre estão a disposição das mulheres. Só quando querem. Mostram desinteresse, mesmo que estejam desinteressados. Eles estão, e continuarão no comando. Mestres, estes alfas.

Essa teoria do Gato serve em outras situações também, como naquelas que tu escutou uma música no rádio e não sabia o nome, e por isso só podia ouvi-la uma vez ao dia. Então tu descobre o nome, o cantor, o álbum. Faz o download, ou compra o CD. Ouve a música por um dia inteiro. No outro dia, nem a suporta mais.

E aquele seriado que só passa na terça-feira? Tu fica ali, aflito esperando a maldita terça-feira chegar pra que satisfaça teu desejo irresistível de assistir ao próximo capítulo. E assim se passam semanas, até que tu encontra a temporada completa na locadora. Loca. É tão fã da série que assiste tudo num dia só. Credo. E cansa.

E como estes, há muitos outros exemplos com que esta teoria possa ser comparada. Então pessoal, limitem-se as garotas. Não as façam se cansar. Deixe o barco sob teu comando. É assim que tem que ser.

Sucesso, parceiros!

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