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Robóticos

Janeiro 10, 2009

É isso que estamos nos tornando. Cada vez mais robóticos. Em partes, é ruim. E é isso que prega a sedução natural.

Li um post no blog Sedução Insana e outro no Vencendo a Timidez sobre o assunto. E concordo com os dois. Pois os dois se completam.

Basicamente: por que não usar um Oi, tudo bem? É tão simples. Não precisa decorar as técnicas do Mysthery, nem as do Badboy, e muito menos a técnica cruel e revolucionária do mestre Pai Mei. Claro que acredito que ler e aprender sobre estas técnicas – principalmente a do Pai Mei – são importantes pra ti que tá querendo sair do buraco e se tornar um macho alfa. Com certeza são.

É sempre bom aprender. E é muito melhor com quem sabe. Como o Mysthery e o Badboy. E o Pai Mei, o mestre, então nem se fala. Os livros, as dicas, os comentários destes caras ajudam mesmo. Te mostram o caminho, o mesmo que eles atravessaram. Te mostram como fazer. Um atalho. Do modo que funcionou com eles e do modo que funcionará com você; do modo mais simples ao modo mais eficiente; técnicas testadas, usadas e comprovadas não só por eles, mas por muita gente aí fora. Técnicas pra ganhar confiança, pra melhorar a postura, a aparência e a voz. Dicas de como e sobre o que conversar, de como se portar e entender e melhorar a linguagem corporal. Rotinas pra seduzir as mulheres e fazê-las se encantar por você. Que funcionam, sim, mas se souber como fazer.

E aí que está o problema. Sim, há exceções. Existem os caras que praticam, se dedicam a aprender a usar estas técnicas. Se dão bem, estes que praticam, que saem às ruas pra treinar, pra conversar, pra conhecer novas pessoas ou pra simplesmente ganhar confiança nas abordagens. Estes praticam até pegar o jeito da coisa. Sabem como fazer. Melhor: aprendem como se faz, praticando.

Mas, por outro lado, há a grande maioria. Os que lêem, entendem, pensam, pensam, pensam e pensam se vão ou não vão treinar. Não vão. Pensaram demais. E pensar demais, muitas vezes atrapalha. Tu pensa em todos os obstáculos que podem encontrar: não vai saber o que falar, vai ficar com vergonha, ela vai te ignorar, vão te achar um otário se sair pelas ruas abordando estranhos, a gasolina vai aumentar e o emprego vai diminuir. Não vai dar certo. Definitivamente, não. Pensam muito, estes. Inventam desculpas pra não ir à luta, pra não pôr a cara pra bater. Desculpas que não são nada além de razões fictícias pra não sair da zona de conforto, pra não confrontar o próprio medo. Muitos são assim.

E muitas vezes as técnicas e rotinas atrapalham. Por quê? Porque tu quer decorá-la. Tu quer prever a reação da garota frente à tua pergunta ou comentário. Tu acredita que se disser isto ela vai reagir deste jeito e então vou dar o bote. Não é assim. As pessoas são imprevisíveis. Todo mundo sabe disso. Claro que melhorar a postura e o tom de voz, por exemplo, funcionam. Tu não prevê a reação de ninguém, apenas muda tua postura de um jeito que fique mais adequado a situação, de um jeito mais macho. Isso dá resultado. Mas diálogos prontos e reações previsíveis, não. Na maioria das vezes, por exemplo.

É por isso que muitos não conseguem. Querem “construir” o rapport, receber e perceber IDI’s, aplicar o Kino, eliminar os AMOG’s, decorar openers e matar moscas com revólver. Entre outros.

“Ok, mas tem openers aqui no blog. Tu tá te contradizendo.” Não, não tô. Em nenhum momento eu disse que eles falham em todas as vezes. Falei que, na maioria das vezes, com gente que não pratica, eles não funcionam. Porque tentam decorar. Os openers não “decoráveis”, galera. Tu não pode ter uma dúzia de openers pra uma dúzia de situações. “Que sorte! Uma menina comprando um livro de direito. Tenho um ótimo opener pra isso! Viva!”. Os openers servem de base, pra ti ter uma idéia de como fazer a aproximação. Puxar conversa. Não quer dizer que tu tem que ter um pra cada situação. Cada caso é um caso. Qualquer lugar é um bom lugar pra abordar uma mulher, excluem-se disto os hospitais, manicômios e, talvez, os cemitérios.

Tu pode ver a guria comprando o livro de direito e pensar: “poxa, eu posso ir falar com ela. Posso falar do livro, dar uma sugestão, pedir em que semestre ela tá.” Enfim.

Mas não. Muitos tentam decorar. “Eu li um PUA famosão dizer que se eu chegar nela e falar que os faróis estão acesos, dar uma piscadinha e um sorrisinho malandro, ela é minha.” Mais: “Se eu disser isto deste jeito ela vai achar engraçado, então eu solto esta piadinha, já que eu sei como ela vai reagir, daí ela vai me dar o nome, telefone, msn e a conta bancária se eu agir bem.” E por isto se dão mal. Ficam desiludidos. Culpam a tudo e a todos. Se trancam no quarto e se botam a chorar. Choram litros.

Pessoal, todas estas técnicas, dicas, rotinas e livros do Badboy, do Mysthery e do Pai Mei são ótimos pra ti ter como base. Se praticar bastante, vai se dar bem, com certeza. Mas se não tá afim de praticar por enquanto, se a coragem ainda não chegou, não se preocupem em decorar openeres pra todas as situações, não se preocupem em criar rapport, em eliminar os AMOGs, em perceber IDI’s (ok, este último é importante). Mas, em geral, não se preocupem com todas estas coisas. Leiam, aprendam, pratiquem. Façam isto se gostam, se percebem que está dando resultado. Mas vire uma máquina de openers decorados.

Sejam naturais. Não tem idéia de como chegar na garota, do que falar, de como abrir a conversa? Use um “Oi, tudo bem?” com confiança, postura e boa voz. Funciona. E ela não vai ficar pensando que tu é um otário, pois tu apenas a cumprimentou. É um cara educado e simpático. E confiante, também. Comece com isso. Com o tempo observe o seu redor e o use como opener. Faça um comentário sobre o local, sobre as pessoas, sobre o que ela está comprando. É simples. Apenas comece com um Oi, tudo bem?, e tudo vai dar certo. Ninguém se machuca. Ninguém fica desiludido e entra em depressão por causa de um cumprimento gentil e educado de uma boa pessoa. Elas vão te devolver o cumprimento. E com um sorriso no rosto. E é só isto que tu precisa pra começar a conversa. Um cumprimento com um sorriso no rosto. Só. E nada mais.

Então, pessoal, fica o meu recado. Vou continuar postando técnicas, dicas e afins no Blog, sim. Mas que fique guardado: não as decorem. Usem-as como base. Aprendam com elas. Não se transforme em robôs.

Abraço e Sucesso!

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Até que enfim alcançamos 100 mil visitas!
Estou pulando de alegria. Viva!
Um muito obrigado a cada um de vocês.

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