Só observando

Caras, reescrevo um post de 2010 que ainda cai muito bem.

Alguém já disse que dói menos aprendendo com os erros dos outros do que com os nossos próprios erros.

Se você não tem tido sucesso nas suas últimas abordagens, se tem estado muito nervoso, não sabe como agir e muito menos o que falar quando aborda uma mulher, pare um pouco.

Vamos combinar o seguinte: não aborde nenhuma mulher nos próximos 15 dias. Pode ser uma ótima estratégia.

Faça o seguinte:

  1. Vá para um barzinho ou uma boate movimentada;
  2. Pegue uma cerveja e fique só observando os outros caras abordarem as mulheres;
  3. Preste atenção nos movimentos, no que eles fazem, e tente identificar no que erram e no que acertam;
  4. Observe principalmente as reações, gestos e movimentos das mulheres com quem esses caras puxam conversa.

Fazendo isso, parceiro, você vai perceber algumas coisas interessantes, como:

  • Muitos caras ficam nitidamente nervosos quando conversam com mulheres desconhecidas;
  • Muitos caras precisam de estímulos pra tomar coragem (bebida, cigarro…);
  • Muitos caras ficam por lá só cercando, e não tem coragem de chegar em ninguém a noite toda.

Você também vai perceber que tem caras que se comportam de maneira muito natural, relaxada e confiante com mulheres que não conhecem. Estes guerreiros conseguem manter e estender tranquilamente uma boa conversa com elas. E são justamente estes caras que se dão bem.

E o mais impressionante da coisa toda é que você vai ver marmanjos levando fora e sendo ignorados a noite inteira pela mulherada. E, se você prestar um pouquinho mais de atenção, vai notar que muitos dos que ouvem ‘não’ estão nervosos ou bêbados quando puxam papo.

Você sabe o motivo.

Nervosismo não é atraente. Nem um pouco. Bêbados muito menos. Normalmente são uns chatos.

Mulheres são atraídas pela confiança, queridão. Confiança é tudo.

Elas querem uma conversa natural, engraçada e que se desenrole facilmente. Não gostam de ser abordadas ou agarradas por caras bêbados que nem sabem o que estão fazendo.

Me diga se não for assim.

Então compadre, se você não está tendo bons resultados nas suas tentativas, se precisa tomar um porvaço pra ter coragem, se fica muito nervoso puxando conversa com as garotas que não conhece, pare agora.

Pare e fique só observando. Observe. Aprenda. E aí sim volte pra pista.

Boa sorte.

Cat Theory

Escrevi sobre isso há 7 anos. Sete anos, caras.

Imagine um gato branco, peludo e fofinho. Daqueles que as mulheres gostam bastante.

Um gato persa ou um gato preto também servem. Enfim, a cor e o tipo do gato ficam à tua escolha. Só imagine um gato.

Até onde eu sei, gatos ainda gostam de brincar com rolos de linha.

Agora, imaginemos o seguinte:

#1
Você deixa o rolo de linha no chão. Livre para o gato brincar o quanto quiser.

O gato brinca o quanto quiser. Deita e rola e joga e pula e faz de tudo com o rolo de linha por uns minutos. Então ele se cansa e vai fazer qualquer outra coisa que os gatos fazem. Mais tarde, talvez, ele volte e deite e role e brinque e pule e jogue com o rolo de linha por outros poucos minutos novamente.

Comparação: Imagine aqueles caras grudentos, os chicletes. Passam o dia inteiro aos pés de uma mulher qualquer, e são dominados por ela. São apaixonadinhos. E elas usam e abusam do poder que têm sobre eles. Até que se cansam desses pés no saco e procuram outro macho…

E, mesmo assim, esses chicletes continuam correndo atrás, chorando e pedindo pra voltar. E mandam flores, e se declaram, e choram mais um pouco.

Bando de ingênuos, esses chicletes.

Então é o seguinte, querido: elas se mostram interessadas pra esses caras que correm o dia todo atrás delas. Mais do que isso: elas gostam da situação, pois sabem que aquele purgante é capaz até de levar bala por elas.

São subordinados, cachorrinhos, estão lá quando elas quiserem e precisarem… até que se cansem e deixem ele. Desolado, triste, depressivo, cão sem dono.

Puxar saco de mulher é cilada. Pode crer.

#2
Você segura o rolo na mão, mas mesmo assim não impõe limite ao gato. Apesar de o rolo estar na sua mão, o gato pode brincar o quanto quiser.

O gato vai, novamente, brincar e pular à vontade com o rolo, mesmo que esteja na sua mão. Quer dizer: você limitou a brincadeira do gato ao segurar o “prêmio” na mão, mas não o limitou o suficiente, já que ele pode brincar o quanto quiser… e ele vai fazer isso.

Até que se canse.

Comparação: Os caras que, apesar de não estarem sempre na cola de suas mulheres, estão sempre à disposição. Elas sabem onde eles estão, com quem eles estão e o que eles estão fazendo.

E, mesmo não estando sempre junto, são comandados pela mulher. Fracos. Elas chamam por eles, eles vão. Elas pedem pra que eles não vão ao futebol com os amigos, e eles não vão. Se elas não os deixarem ir ao bar tomar uma cerveja, eles não vão. Vivem em função das suas mulheres, esses caras. As mulheres ficam no comando. Até que se cansam.

#3
Você limita a brincadeira do gato. Mostra a ele o rolo de linha, deixa que ele tenha vontade de pegar e brincar, e o esconde. Espera um tempo, e repete a cena. Pode fazer isso a tarde toda que o gato vai ficar ali, esperando você soltar o rolo no chão pra que ele possa brincar.

Você está no comando. O gato obedece. Você provoca o gato, deixa ele com uma vontade imensa de brincar com o rolo, e assim ele te obedece. Até que você canse.

Comparação: Machos alfa.

Secretos, misteriosos, ocupados e surpreendentes. Nem sempre estão à disposição das mulheres. Só quando querem. Mostram desinteresse, mesmo que estejam interessados. Eles estão, e continuarão no comando. São mestres da situação, esses alfas.

Quer ver outras situações?

Você escuta uma bela canção no rádio, mas ainda não sabe o nome, então só a escuta uma vez ao dia, sempre no mesmo horário. Até que encontra no Youtube ou no iTunes. Escuta sem parar. Uma hora inteira metendo replay. Até que cansa e não quer mais ouvir.

E o seriado que passa apenas um episódio por semana na TV? Ficamos aflitos no sofá, esperando o bendito dia pra assistir ao novo episódio. E assim se passa uma temporada. Até que você encontra a temporada completa na Netflix. E assiste tudo num final de semana. Até que cansa.

Estejam sempre no comando, guerreiros.

De cara nova

Caras, o blog mudou. De novo.

Optamos por um layout mais limpo e mais bacana do que nunca.

Os mais de 3.000 comentários estão sendo apagados, um a um, e novos comentários estão desabilitados. Também não teremos parceiros e nem propagandas. Sobrevivemos e sobreviveremos gratuitamente neste mundo louco.

Percebemos que grande parte dos textos foram porcamente escritos. Na época, não pensávamos assim e estava tudo bem. Hoje pensamos assim e pensamos também em atualizar os textos, um a um. Pode ser que isto aconteça, mas não conte com isto.

Enquanto todo o resto continua como estava, leia os textos já publicados aqui no MA.

Talvez eles possam te ajudar. Ou talvez você não precise de ajuda.

Até mais.

Perdendo a timidez

Você, provavelmente, já conhece o ditado que diz que “se continuar fazendo o que sempre fez, continuará a ter os mesmos resultados”. Isso quer dizer que, se você plantar feijão, irá colher feijão. Se você quiser colher milho, logicamente precisa primeiro plantá-lo.

Um hábito não se constroi do dia para a noite. É preciso tempo e muita paciência. Como dizem por aí: uma longa viagem começa com um primeiro passo.

Para atingir seu objetivo, você precisa começar. Parado você não ganha a corrida.

Se você é tímido, não gosta de ser tímido, e quer perder a timidez, infelizmente não tenho uma solução infalível para te apresentar. Mas posso tentar te ajudar, se você quiser se ajudar, claro.

Em 2008 desenvolvi um suposto método para se tornar mais extrovertido e perder a timidez em apenas uma semana. Grande bobagem. Duvido que realmente funcione.

Enfim.

Li em algum lugar que hábitos se criam em cerca de 21 dias, com ações diárias. Ou seja, de acordo com a teoria, se você passar fio dental nos dentes durante 21 dias seguidos, criará o hábito. Se você acordar às 6h todos os dias, durante 21 dias, criará o hábito de acordar cedo.

Então pensei em reformular o meu método contra a timidez. É simples, indolor e pode ser que te ajude.

Consiste na mesma ideia do método anterior: simplesmente cumprimentar pessoas.

Admito que ainda não tenho o hábito de cumprimentar as pessoas, e, por isto, muitas vezes passo a impressão de ser um cara chato ou arrogante. Vou tentar mudar isso. Se você também é assim, tente comigo. Não tenho ideia se isto realmente pode ajudar a perder um pouco da timidez, mas não custa tentar.

É o seguinte:

Durante a primeira semana de testes, cumprimente todos os dias ao menos uma pessoa desconhecida com um simples “Bom dia!” ou “Oi, tudo bem?” ou quem sabe apenas um “Oi”. Ao menos uma pessoa por dia. Na rua, na fila do banco, no ônibus, no metrô, em qualquer lugar.

Na semana seguinte, aumente sua meta e cumprimente no mínimo duas pessoas por dia.

A partir da terceira semana, cumprimente três ou mais pessoas desconhecidas diariamente.

É isso. Esse é o método.

Se ficar com vergonha num primeiro momento, tudo bem. Amanhã tem de novo.

O método funciona? Realmente não sei.

Prometo que vou testar.

Como lidar com a rejeição

Ainda quando era um bebê, você tentou levantar para dar o primeiro passo e caiu. Quando era mais jovem, você tentou andar de bicicleta pela primeira vez e caiu. Quando estava na escola, você tentou aprender a escrever e errou na primeira vez. Quando mais adulto, você aprendeu a dirigir e apagou o carro na primeira vez que tentou.

Você, eu e todo o mundo. Não havia nada de errado contigo. Era de se esperar que você caisse, que você errasse e que o carro apagasse na primeira vez em que tentou fazer tais coisas.

Às vezes, nos esquecemos que falhar nas primeiras tentativas é um princípio da natureza impossível de se evitar. Achamos que temos obrigação de acertar logo na primeira vez. Não temos. Ninguém tem a obrigação de acertar na primeira vez.

Mas você tem opções. Continue lendo

Ponto de Vista

Conta uma lenda oriental que um jovem viajante chegou a um oásis próximo de um povoado e, ao aproximar-se de um velho sábio que estava por ali, lhe fez a seguinte pergunta:

– Que tipo de pessoas vive neste povoado?

O velho lhe respondeu com outra pergunta:

– Me diga você, jovem, que tipo de pessoas vive no lugar de onde vens?

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